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Agradecimentos – Vamos em Sinais 2009

28/09/2009 por admin

Gostaríamos de agradecer a todo mundo que apoiou o projeto, deu dicas e nos acolheu durante todo o percurso.

Vamos começar com os Patrocinadores: O Instituto Mara Gabrilli e todo o pessoal do PPP, a equipe da Koller e todos os funcionários, aos patrocinadores alemães e a CBM que ajudaram o Sebastian a realizar o projeto, ao Seba que idealizou o projeto, ao Tobias, a Juliane e a Ellen que toparam participar da brincadeira e foram super companheiros. A família do Diego, especialmente a Magda, o Chico, a Ana Beatriz e a Misé que acolheram a turma por 15 dias em São Paulo e nos apoiaram. A Marcia, o Tio João Pedro e os tios Luís e Tanea do Rio de Janeiro que deram dicas sobre o caminho. A Prof. Roseli que cuidou de administrar o sur10.net enquanto estavamos fora. Ao Carlos Jung que além de substituir a Raquel nas primeiras reuniões do conselho municipal da pessoa com deficiência, sempre nos ligava para saber se estavamos bem. Aos diretores, professores e funcionários de todas as escolas especiais, escolas regulares, faculdades que abriram as portas para nossa equipe.

Agradecemos muito aqueles que nos acolheram e nos forneceram um local seguro para passarmos a noite: Pessoal da Faculdade São Sebastião, do Instituto Bicho Preguiça em Ubatuba, da pousada Valhacouto e em especial a Chris da Pousada Laguna Blue que possui atendimento em LIBRAS em Paraty, a diretoria da Escola de Angra que nos conseguiu o espaço no Centro espírita, a equipe da Defesa Civil de Mangaratiba, as Irmãs do INOSEL no Rio de Janeiro-RJ, aos pastores da Igreja Evangélica em Maricá, ao diretor da Escola Oscar de macedo Soares em Saquarema, a Prefeitura, Guarda Civil e ao hospital de Carapebus, ao pessoal do CIEP e do centro de esposições de Quissamã e a Polícia Militar de Belo Horizonte.

Ufa! Mas ainda temos que agradecer a todos os amigos e familiares que torceram e se preocuparam conosco, que nos indicaram o caminho certo, ao contrário do GPS do Seba que muitas vezes nos colocava em ruas sem saída, e até aqueles que apostaram que desistiríamos no meio do caminho. São esses que nos dão mais força para seguir em frente.

Só mais dois agradecimento mais que especiais, primeiramente a Dona Irene que acreditou na capacidade da filha Raquel e rezou muito por nós. E a Magda Mãe do Diego que também participou da viagem, mesmo de sua residência em São Paulo, fazendo vários contatos telefônicos com as faculdades, escolas, rodoviárias, instituições etc abrindo o nosso caminho para a realização das palestras e pernoites.

despedida

Roteiro dos Workshops

28/09/2009 por admin

Se você não estuda em uma das 20 escolas em que fizemos o workshop, segue abaixo o roteiro. Qualquer dúvida, deixe-nos um comentário.

Diego inicia a apresentação em português: Olá me chamo Diego e este é meu sinal, moro em São Paulo - SP e estou aqui com este grupo de Surdos e Alemães e serei seu intérprete hoje. Por favor, guardem as perguntas para o final.

Raquel em LIBRAS: Olá meu nome é Raquel e este é meu sinal, sou formada em Design de Multimídia, trabalho com edição de vídeo, web-design e design gráfico junto com meu namorado Diego.

Tobias em LIBRAS: Olá, meu nome é Tobias e este é meu sinal, nasci surdo na Alemanha e estudei em escolas especiais para surdos lá. É a minha primeira vez no Brasil e estou amando aqui.

Ellen em português (ás vezes em LIBRAS): Olá, meu nome é Ellen e sou ouvinte e alemã, falo um pouquinho de português, moro em Hamburgo e estou fazendo faculdade para me tornar intérprete de Língua Alemã de Sinais (DGS).

Juliane em LIBRAS: Olá, me chamo Juliane (Yuliané) e este é meu sinal, sou ouvinte, alemã e faço faculdade de pedagogia para crianças surdas. Em alguns anos, quando acabar a faculdade, quero ensinar as crianças surdas.

Sebastian em portunhol: Olá, me chamo Sebastian Burguer e este é meu sinal, sou o organizador deste projeto, sou fotógrafo e a cada quatro anos gosto de fazer passeios sobre bicicletas duplas pelo mundo. No último projeto, fizemos o projeto com pessoas cegas e desta vez pensei em fazer o projeto com foco na surdez.

Raquel: Então, nós saímos de São Paulo-SP no dia 30 de Agosto de 2009 sobre as 3 bicicletas duplas, descemos a serra até o Guarujá-SP, depois passamos por
Bertioga-SP, São Sebastião-SP, Caraguatatuba-SP, Ubatuba-SP, Paraty-RJ, Angra dos Reis-RJ, Mangaratiba-RJ, Rio de Janeiro-RJ, Maricá-RJ, Saquarema-RJ, Carapebus-RJ, Quissamã-RJ e paramos em Campos dos Goytacazes onde tomamos um ônibus até Belo Horizonte-MG. Mais de 1200Km pedalados em 28 dias. Ufá.

Tobias: Mas qual é o objetivo do projeto? Visitar escolas normais e especiais para surdos e mostrar que a comunicação entre surdos e ouvintes é possível, divulgar o conhecimento da Língua Brasileira de Sinais e mais importante, mostrar que os surdos e ouvintes são iguais, que o surdo não é inferior ao ouvinte, só é preciso ter uma boa educação. Vocês podem ver aqui o exemplo da Raquel e do Diego que são namorados.

Diego: Pois é, aqui no nosso grupo a comunicação é ainda mais dificil pois falamos LIBRAS, DGS (língua de sinais alemã), Português, Alemão e Inglês. (O Seba ainda mistura português com espanhol).. Nossa… São muitas línguas e mesmo assim a comunicação é possível. O pessoal passou pouco mais de um mês aqui e já aprenderam o básico da LIBRAS. Uau.

Juliane: Acho muito interessante visitar as escolas aqui no Brasil pois é muito diferente da Alemanha. Na Alemanha os surdos estuandam em escolas especiais separado dos ouvintes. Só quando vão para a faculdade é que há a inclusão e o surdo tem intérpretes.
No Brasil visitamos algumas escolas especiais para surdos, escolas normais com Inclusão onde nem sempre há intérpretes de LIBRAS suficientes para atender a todas as salas, escolas especiais com inclusão onde todos os professores sabem a LIBRAS e ensinam aos alunos surdos e também aos alunos ouvintes, também visitamos algumas escolas regulares onde haviam surdos oralizados que não sabem LIBRAS e que, muitas vezes, não possuem um acompanhamento especializado.
Na Alemanha as aulas começam as 7h00 da manhã e terminam as 14h00 da tarde. Depois não tem mais aula. Aqui no Brasil é muito estranho, aulas de manhã, a tarde e a noite.

Ellen: O nosso dia-a-dia durante o projeto é mais ou menos assim: Acordamos as 5h30 da manhã, tomamos nosso café, enrolamos colchões, desmontamos barracas, organizamos as bicicletas e saímos para pedalar. Vamos até encontrar uma escola no caminho quando paramos para perguntar se podemos fazer um workshop e aproveitamso para ver se a escola tem comida para nos oferecer também, risos... Depois do workshop, pedalamos até as 17h30, pouco antes do pôr do sol, procuramos um mercado para comprar comida para a noite e manhã e também um bom local para dormir ou acampar. Se encontramos alguma escola, tentamos fazer um workshop a noite e pedimos para dormir lá. No outro dia, começamos tudo de novo.

Sebastian: O Projeto conta com vários patrocinadores alemãos para os equipamentos e tem a ONG CBM (Christian Blind Mission) como patrono. Essa ONG trabalha e colabora com projetos que ajudem pessoas com deficiência visual, auditiva e etc. Aqui no Brasil o instituto Mara Gabrilli e a empresa de equipamentos para surdos, Koller, colaboraram para a participação dos brasileiros no projeto. Mesmo com esses patrocínos, boa parte do dinheiro gasto é particular de cada participante.

Ao final do workshop Raquel e Tobias fazem a demonstração do alfabeto manual e mostram as diferenças da LIBRAS para a DGS. Também ensinam algumas palavras como por exemplo: aprender, amor, obrigado, por favor, desculpa, banheiro, etc e também os números em LIBRAS.

Perguntas Frequentes:
P: Como o grupo se conheceu e há quanto tempo realizam este trabalho?
R: O grupo se conheceu através da internet no início de 2009 e esta é a primeira vez que realizam um projeto juntos.

P: De onde surgiu a inspiração para este projeto?
R (Sebastian):
Quando viajava com os Cegos pela Asia, encontrei um grupo de crianças surdas e mesmo sem saber nada daquela língua, consegui me comunicar com aquela criança com sinais básicos de turísta e pensei em realizar o próximo projeto com o elemento da surdez.

P: Qual a idade dos integrantes do grupo?
R:
Juliane 22, Tobias 24, Raquel 26, Diego 27, Ellen 27 e Sebastian 29.

P: Como os surdos podem comunicar-se com os cegos?
R:
Com a LIBRAS tátil. O surdo faz a LIBRAS enquanto que o cego/surdo-cego segura sua mão para identificar os sinais. É muito interessante.

P: Além do alfabeto manual, existe um sinal para cada palavra?
R (Raquel):
Sim, para cada palavra existe um sinal diferente e se não existir ou se você não souber pode usar o alfabeto manual para se comunicar. Existem mais de 1.000 sinais na LIBRAS.

P: O Tobias tem namorada? Juliane tem namorado?
R (Tobias):
Não, sou solteiro... ai ai.. Risos..
R (Juliane): É verdade, aqui no Brasil vocês se preocupam muito com essa coisa de namorar. Na Alemanha é diferente. A gente não se preocupa muito com isso.

P: Já foram assaltados, sofreram algum acidente ou ficaram doentes?
R:
Assalto não. Raquel e Ellen cairam com a bicicleta duas vezes mas não se machucaram. Sebastiam tomou uma portada do bagageiro do ônibus e teve que ir ao hospital. Diego teve uma indigestão e ficou um dia sem pedalar... Foi de ônibus por 30km levando duas malas e o Seba pedalou sozinho nesse dia. O resto foi tudo bem! Precisa ter pensamento positivo.

P: Como é a acessibilidade para os surdos na Alemanha?
R (Tobias):
Se eu precisar ir ao Banco, médico ou hospital, eu agendo um intérprete para ir comigo e o Governo paga para o intérprete. Quanto ao transporte, é igual ao Brasil. O surdos não pagam o ônibus e o trem comum, somente se for trem especial.

Estatísticas e curiosidades Vamos em Sinais

28/09/2009 por Diego

A participação brasileira no projeto vamos em sinais durou 15 dias em São Paulo-SP, de 15 a 30 de Agosto, onde foram visitadas 6 escolas especiais e dos dias 30 de Agosto a 26 de Setembro, foram mais 20 dias de pedalada sobre as bicicletas duplas e 8 dias parados para descanço e visita a escolas. Nesses 20 dias pedalamos uma média de 60 Km/dia, totalizando 1.200Km.
Visitamos e realizamos workshops em 10 escolas especiais + 10 escolas regulares ou com inclusão + visita a fabrica da Koller em SP, hospital em Belo Horizonte onde trabalham surdos, curso de LIBRAS para interpretação de músicas religiosas e um curso regular de LIBRAS em uma escola de Paraty-RJ e no ultimo dia, visita a FENEIS-BH.
Sempre que possível, cozinhavamos nossa própria comida, quando parávamos em restaurantes por Kilo alguns realmente levavam o "por Kilo" a sério... Haja estômago.
Nesses 28 dias conseguimos tomar apenas 5 banhos quentes. Todos os outros dias tomamos banho frio mesmo. Até banho de mar teve...

Conseguimos abrigo para dormir em diferentes locais como:
Casa do Chico e da Magda em São Paulo - SP
Clube em Guarujá - SP
Faculdade São Sebastião - SP
Instituto Bicho Preguiça em Ubatuba - SP
Garagem de pousada em Paraty - RJ
Pousada Laguna Blue em Paraty - RJ
Centro espírita em Angra dos Reis - RJ
Defesa Civil - Mangaratiba - RJ
INOSEL - Rio de Janeiro - RJ
Igreja Evangélica - Maricá - RJ
Escola Estadual - Saquarema - RJ
Casa da Guarda Civil de Carapebus - RJ
Centro de esposições de Quissamã - RJ
Polícia Militar de Belo Horizonte - MG

Por 10 noites dormimos acampados em praias, trilhas na floresta ou onde fosse possível.

Até que não foi tão complicado assim rs rs..

Bicicleta movida a banana

27/09/2009 por admin

Chegando a Campos dos Goytacazes, durante a última pedalada do projeto Vamos em Sinais, 110 Km em um dia, não havia mais força para pedalar, foi aí que inventaram a bicicleta movida a Bananas.
Diego segura vara de pesca com uma banana para Sebastian pedalar mais rápido.

sebastian tenta morder a banana que flutua a sua frente enquanto pedala.

São Paulo

27/09/2009 por admin

Diego e Raquel chegaram de ônibus em São Paulo ontem. Umas 8 horas de viagem. Cansados e sonolentos. 

Ainda não sabem onde a equipe alemã está. Só sabem que eles estão indo para Campo Grande-MS. Aguardamos o contato dela via internet. 

As fotos serão postadas. 

Vão se preparar outra viagem, pois querem continuar pedalando por um tempo curto como um final de semana.

Vamos em Sinais – Brasil chega ao FIM.

26/09/2009 por admin

Antes do final do projeto decidimos realizar uma última aventura/loucura.
Passamos o segundo dia em Belo Horizonte tentando conseguir uma empresa de ônibus que pudesse levar as três bicicletas duplas até Campo Grande - MS. Infelizmente não tivemos uma resposta positiva. Decidimos ficar mais um dia em BH e ir ao congresso do dia do Surdo, todos juntos.

Raquel e Tobias foram com Antônio Campos de Abreu e Klêber Borges até o hospital ISOMG para comemorarem o dia do surdo com os funcionários surdos e a querida intérprete Veronika. Houve homenagem à equipe surda, mini-workshop do Vamos em Sinais, Quiz etc.

Enquanto isso Sebastian saiu para tirar fotos e pesquisar como poderiamos sair da cidade de caminhão. Quando nos encontramos as 19h ele nos disse que fez amizade com um caminhoneiro que poderia nos levar até um posto na estrada onde muitos caminhões param para dormir, mas precisávamos ser muito rápidos para organizar tudo. Corremos e conseguimos por carregar este caminhão com as bicicletas. O Diego foi na frente do caminhão e os outros 5 integrantes foram na traseira, debaixo da lona azul, escondidos da polícia. rs rs..

O caminhão partiu em direção a rodovia BR 262 que segue até Campo Grande onde seria possível conseguir uma carona de caminhão mais facilmente. Na primeira avenida que pegamos, um ônibus fechou o caminhão e arranhou a lataria. Na traseira do caminhão percebemos a batida e ficamos preocupados. Ai, ai, ai... lá vamos nós para a delegacia fazer o Boletim de Ocorrência (com a galera escondida debaixo da lona...)

Chegando próximo a delegacia o caminhão fez uma parada rápida e todos saltaram e depois caminharam até lá. O B.O. demorou bastante e saímos de lá depois das 1h00 da madrugada. Algumas quadras depois da delegacia a galera voltou para a traseira do caminhão rs rs.. Dessa vez chegamos ao posto de gasolina da BR 262 sem paradas.

O posto era escuro e meio feio, decidimos não dormir lá. Pensamos em ir até o Shopping Del Rey, a beira da estrada para ver o que conseguiríamos. Andamos uns 500 metros e uma viatura da polícia militar parou para nos perguntar para onde estávamos indo. Explicamos que estavamos procurando um local para dormir e eles nos ofereceram para dormir no quartel da PM a 1Km dalí. Ufá. Finalmente conseguiríamos dormir tranquilamente mas teríamos que deixar o local pelas 7h da manhã.

As 4h da manhã um dos policiais acordou o Diego para mostrar onde havia um banheiro com chuveiro para que pudessemos tomar um banho... (coitado do Diego)... As 6h nos acordaram pedindo que saíssemos as 6h20. :P Arrumamos tudo e partimos de lá em direção ao Shopping onde poderíamos pegar um ônibus para ir ao Encontro do Dia do Surdo.

Foi aí que o grupo decidiu ir até outro posto de gasolina na estrada para tentar a carona de caminhão e desistiram de ir ao encontro do Dia do surdo. Os brasileiros, Raquel e Diego ainda iriam para o encontro e por isso decidiram dizer Tchau alí mesmo. A emoção da despedida foi muito grande. E o coração ficou muito apertado.

Depois que os alemães foram embora para a rodovia com as bicicletas, pegamos um ônibus para o centro de BH mas perdemos a vontade de ir ao encontro do Dia do Surdo por causa de tamanha tristeza. Por isso compramos uma passagem de volta a São Paulo para as 14h.

Estamos agora mesmo em uma lan house aguardando a hora de voltar para casa.

Desejamos a todos um feliz Dia dos Surdos, continuamos na luta.

Belo Horizonte – Dia 1

25/09/2009 por admin

Após 10 horas de viagem dentro do ônibus, chegamos a Belo Horizonte pela manhã,  morrendo de sono pois foi impossível dormir bem no ônibus que parou 5 vezes pelo caminho.

Enquanto o responsável abria o bagageiro do ônibus, o curioso Seba tentou espiar por cima da porta e recebeu um portada no queixo. Teve dor de cabeça e sangrou muito. Segurando o saco de gelo ele ainda montou as bicicletas enquanto todos ajudavam com as malas.

Conseguimos informações e fizemos contato com a Feneis - MG que insistiu para que fossemos visitá-los. Pegamos as bikes e fomos. A paisagem e o trânsito nos lembraram da nossa São Paulo, mas o relevo é diferente, com alguma colinas que tivemos que enfrentar.

Chegamos a Feneis e recebemos simpatia e atenção dos Sr. Antônio Campos de Abreu e Klêber Borges, diretor regional e dos funcionários também. Enquanto Seba foi para pronto socorro onde levou 4 pontos no queixo que não parava de sangrar.

Antônio Campos nos mostrou toda a sede: secretária, salas de aula, biblioteca etc. Nos contou sobre a cidade, o mapa do estado de MG etc.

Klêber também nos contou que nasceu em Bahia e que pedalou muito com o grupo ouvinte. Mudou para MG e parou de pedalar.

Depois do almoço Antônio Campos nos guiou até a escola para surdos (Primeira a Quarta série). Conseguimos visitar lá, ver as aulas e uma apresentação de teatro.

Mais tarde passeamos pelo centro. Muita movimentação e muito trânsito. Umas 17h ou 18h. É igual a São Paulo e ao Rio de Janeiro.

Raquel e Diego vão ficar em MG até o dia 27 ou 28 depois seguem de volta para casa. E os almães vão para Campo Grande-MS amanhã ou depois.

Vamos participar do I Encontro Comemorativo pelo Dia do Surdo no dia 26 equanto que em São Paulo - SP haverá a passeata na Avenida Paulista contra o fechamento das escolas especiais.

Quissamã – Campos de Goytacazes-RJ

25/09/2009 por admin

Saímos de Quissamã, cidadezinha muito simpática e acolhedora. Na estrada houve paisagens bonitas com fazendas de bovinos, uma fazenda de búfalos e algumas cabras e ovelhas. A maior parte da estrada tinha cerca dos dois lados, impossibiltando que parassemos para utilizar o "banheiro".

Próximo a uma ponte onde finalmente conseguimos nos aliviar, havia uma casa abandonada cheia de coqueiros a sua volta. Aproveitamos para tomar uma deliciosa água de côco que o Seba e o Diego conseguiram alcaçar no coqueiro após tomarem um banho com a água que escorria dos côcos que se quebraram ainda pendurados na árvore.

Paramos na Barra do Furado onde compramos comidas em um mercadinhos e um senhor contou-nos a história da cidade que tinha a maior renda per capta do Brasil e que ainda hoje é um ótimo lugar para se viver.

Seguimos em direção a Farol de São Tomé, que é uma cidade turística onde todo dia 15 de Janeiro acontece a festa da cavalhada, que simula a batalha entre  cristãos e mouros (Leia mais - fotos). Paramos em uma praia para descansar um pouco e seguimos em direção ao nosso destino final: Campos dos Goytacazes.

No caminho, compramos algumas bananas e amarramos uma delas na ponta de uma das varas de pesca. O Diego segurava a vara com a banana a frente do Seba para que ele pedalasse mais rápido rs rs.. Muitas pessoas deram risada mas muitas nao entenderam a piada.

Chegamos a Campos, uma cidade cheia de industrias de cana-de-açucar, remédios e trânsito. Passamos pela ciclovia no centro da avenida. Muito movimento na hora do rush (hora em que todos saem do trabalho).

Foram mais de 110 Km pedalados até a rodoviária. Nosso recorde.
Chegando lá a turma decidiu seguir de ônibus até Belo Horizonte.
Não pedalamos mais por causa da falta de tempo e por causa da serra.

1000Km pedalados.

22/09/2009 por admin

Foto do GPS mostrando os 1000km percorridos pelo Brasil.
gps1000km

Hoje pela manha realizamos uma palestra em Carapebus, cidade muito acolhedora, e partimos rumo a Quissamã. Chegando la (aqui) visitamos o CIEP onde realizamos a ultima palestra do dia. La também jantamos e conseguimos nos hospedar no centro de exposições. Em todo o Brasil existem aproximadamente 500 CIEPS que tem a mesma estrutura.

Infelizmente nossa jornada esta chegando ao fim. Amanha provavelmente chegaremos a Campos dos Goytacazes - RJ, de onde tomaremos um ônibus rumo a Belo Horizonte (ou vitoria) e 1 ou dois dias depois voltaremos para São Paulo. Os alemães seguem em outro ônibus para a Bolívia. Estamos pensando em pedir carona na estrada.. Quem sabe!?

Novidades – 3 dias anteriores

22/09/2009 por admin

Vejam 3 informações abaixo.

Postamos fotos depois.

Estamos ótimos e mandamos beijão aos familiares.

Até mais!!!

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